segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Governo diz que 48 cidades do país correm risco de epidemia de dengue


Três são capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT).
As 48 cidades, de 16 estados, somam 4,6 milhões de moradores.


LISTA DE MUNICÍPIOS EM RISCO DE EPIDEMIA DE DENGUE
UF
Cidades
Acre
Brasileia, Epitaciolândia, Porto Acre, Rio Branco e Senador Guiomard
Alagoas
Arapiraca e Palmeira dos Índios
Bahia
Ilhéus, Itabuna, Jequié e Simões Filho
Mato Grosso
Cuiabá
Minas Gerais
Governador Valadares
Pará
Dom Elizeu, Marabá, Paraupebas e Tucuruí
Paraíba
Cajazeiras, Catolé do Rocha, Monteiro e Piancó
Paraná
Guaíra, Loanda, Nova Londrina e Sarandi
Pernambuco
Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Camaragibe, Floresta, Guaranhuns e Santa Cruz do Capibaribe
Piauí
Água Branca e São Raimundo Nonato
Rio de Janeiro
Itaboraí e São Fidelis
Rio Grande do Norte
Currais Novos e Mossoró
Rondônia
Buritis, Espigão D’Oeste, Ouro Preto do Oeste, Porto Velho
Roraima
Bonfim, Mucajal, Pacaraíma
São Paulo
Catanduva
Sergipe
Laranjeiras e Maruim
Dados do Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa) do Ministério da Saúde, divulgados nesta segunda-feira (5), mostram que 48 municípios brasileiros estão em situação de risco para epidemia de dengue.
Cerca de 4,6 milhões de pessoas vivem nessas cidades, segundo o governo federal.
As 48 cidades estão em 16 estados e três delas são capitais: Rio Branco (AC), Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT), segundo o ministério - confira lista de municípios ao lado.
O Liraa não identifica os casos de dengue no país, mas mostra em quais cidades há mais focos do mosquito transmissor.
Os dados apresentados pelo Ministério da Saúde foram coletados em 561 municípios nos meses de outubro e novembro deste ano.
Em 2010, o número de cidades em risco era exatamente a metade, 24. No entanto, na ocasião foram consideradas 370 cidades, segundo o Ministério da Saúde.
De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, as cidades com mais de 4% de infestação (quantidade de casas infectadas a cada 100 residências) são consideradas em risco, de acordo com padrões internacionais.
As cidades que estão abaixo de 1% são de baixo risco e os municípios intermediários caracterizam situação de alerta.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, há 236 cidades em alerta e 277 em baixo risco.
'Vencer a batalha'
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a situação dessas 48 cidades é especialmente delicada porque o período mais intenso de chuvas – que beneficiam a proliferação do mosquito – ainda não chegou.

“Classificamos eles exatamente pela previsão de que em janeiro, fevereiro, haja infestação ainda maior. Eles estão no momento final para vencer a batalha”, disse.
Padilha afirmou que essas cidades receberão uma orientação especial sobre como combater as infestações.
Além disso, o ministério está repassando R$ 90 milhões para ações de prevenção em 989 municípios, informou Padilha.
As cidades que atingirem metas de redução dos casos de doença e de infestação no ano que vem poderão receber 20% a mais da verba.
Locais de proliferação
Nas regiões Norte e Sul, os mosquitos transmissores da dengue estão concentrados principalmente no lixo, enquanto no Nordeste e no Centro-Oeste o problema está relacionado ao abastecimento de água, pois a maioria dos focos foram encontrados em caixas de água e poços.

Redução de casos
Segundo o ministério, houve redução de 25% dos casos suspeitos da doença registrados até novembro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Em 2011, foram 742 mil casos de dengue, enquanto em 2010 foram registrados 985 mil até novembro.

A maior redução foi registrada no Centro-Oeste, onde houve 211 mil casos no ano passado e 48 mil neste ano, redução de quase 80%. Sul e Sudeste também tiveram redução de 13% e 25%, respectivamente. O Norte e o Nordeste, porém, aumentaram os casos em 28% cada um.
Para o ministro, um dos motivos da redução é a intensificação da vigilância por meio do programa que utiliza o microblog Twitter para identificar os locais de risco. Por meio da página do ministério, a população manda informação em tempo real sobre casos suspeitos em sua região.
Com isso, a Saúde produz um relatório semanal e alerta os municípios de forma rápida, antes que epidemia se instale. “A ferramenta que busca descobrir se há comentário, se as pessoas se antecedem a notificação dada pelo município. Com esse dado, o ministério vai saber se a vigilância e a notificação estão sendo corretas”, informou Alexandre Padilha. Fonte: G1
Postar um comentário